Pincéis artísticos: saiba como e quando usá-los

Tão importante quanto a criatividade e a habilidade, são os instrumentos pelos quais a veia artística ganha forma, afinal, bons materiais auxiliam em bons resultados. Por esse motivo, é essencial conhecer bem os pincéis artísticos.

Muitas vezes, o artista — amador ou profissional — não pensa nos detalhes na hora de escolher esse material. Mas de nada adianta ter uma ótima ideia e excelentes tintas se o pincel não for o adequado. Afinal, ele é a varinha mágica que traz vida ao seu quadro.

Nesse post, vamos mostrar os tipos de pincéis artísticos, além de abordar os diferentes tamanhos, formatos, cerdas e suas respectivas finalidades. Confira!

Os diferentes tamanhos

O tamanho do pincel é classificado por meio de número, sendo o 000 até o 20 os mais comuns. Na hora de escolher, o artista deve pensar no tamanho da obra e o tipo de técnica que utilizará.

De uma forma geral, pincéis menores funcionam bem para contornos finos e detalhes, como na pintura em aquarela, guache e nanquim. Já os pincéis maiores são bons para pinturas em acrílico ou a óleo, onde se trabalha a distância.

Se, na técnica escolhida, você preencherá grandes blocos de cor chapados, lisos e sem marcas, prefira os pincéis maiores. Se forem pequenos blocos de cor, os pincéis pequenos são mais recomendados.

Os medianos são adequados para pinturas de 50 x 50 cm. Mas a lógica em relação ao tamanho é simples: detalhes minúsculos são feitos com pincéis pequenos, enquanto afrescos grandiosos pedem por pincéis igualmente grandes.

Os formatos dos pincéis artísticos

O formato é importante para o efeito que se pretende alcançar. O mais clássico é o pincel redondo, usado para trabalhar com precisão e deixando rastros de tinta da mesma espessura.

Já com o pincel chato é possível espalhar bem a tinta, cobrindo uma área maior. Outro formato interessante é o língua de gato, capaz de fazer pinceladas combinando o efeito do chato e do redondo em um único pincel.

Há também o pincel leque, que arrasta a tinta de uma forma muito sutil, sendo bastante utilizado para criar folhagens. O trincha já um pincel bem largo, utilizado comumente em obras grandes. Por fim, os caligráficos são perfeitos para caligrafias e detalhes.

As cerdas e sua importância

As cerdas podem ser naturais, de qualquer cabelo macio ou pelo de animais, ou, então, sintéticas, geralmente de filamentos de nylon extrudado.

Os pelos naturais mais utilizados são os de marta Kolinsky — mais caros e raros —, doninha, orelha de porco, esquilo, texugo, quati, camelo, entre outros animais. No entanto, os pincéis de filamento sintético já alcançaram a mesma qualidade, oferecendo maior durabilidade.

É preciso levar em consideração, também, a tinta trabalhada e a qualidade desejada, ao escolher o pincel. As cerdas naturais, por exemplo, retêm mais tinta, são macias e flexíveis, enquanto as sintéticas são mais lisas e duras.

Outro fator em relação às cerdas é o seu comprimento. As mais longas, principalmente naturais, oferecem pinceladas mais arrastadas. Por mais que sejam naturalmente macios e agradáveis de se trabalhar, é preciso ficar atento à imprevisibilidade desse pincel, uma vez que as cerdas ficam mais soltas durante a pintura. Já os pinceis de cerdas curtas oferecem precisão e controle, deixando marcas menos fluídas e mais mecânicas.

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