Lápis ou lapiseira para desenhar? Veja qual escolher!

Quem gosta de desenhar pega o que tiver ao alcance da mão e já sai fazendo riscos por aí. Mas quando se começa a levar a ilustração e o desenho mais a sério, começam a surgir as dúvidas. “Escolher lápis ou lapiseira?”, por exemplo, é uma das mais frequentes.

Em termos de praticidade, a lapiseira é imbatível. Além de não diminuir de tamanho nem ficar desconfortável para o trabalho, a ponta da lapiseira está sempre com a mesma espessura, dispensando o uso de apontador. Mas será que ela pode ser usada em todos os casos?

Isso é o que vamos ver no post de hoje!

Características dos lápis

Os lápis são classificados de acordo com a intensidade da cor e a dureza de seu grafite. Eles podem ser das categorias B (blackness, ou quão escuro é o grafite), H (hardness, ou quão duro é o grafite), F (fine, que diz se a ponta é fina) ou HB (intermediários em dureza e cor).

Aqui, temos uma coisa bem interessante: quanto mais preto for o grafite, mais duro é o lápis. Ou seja, os lápis de cor acinzentada mais claros são os mais macios. Do mais rígidos para os mais macios, esta é a escala:

9H > 8H > 7H > 6H > 5H > 4H > 3H > 2H > H > F > HB > B > 2B > 3B > 4B > 5B > 6B > 7B > 8B > 9B

Os mais comuns, usados nas escolas e vendidos em qualquer papelaria, são o 2B e o HB, que têm uma dureza e cor intermediárias. Para quem desenha, só ele pode não ser suficiente para alcançar os resultados desejados, principalmente em termos de texturas e sombreamentos.

Os lápis, sem dúvida, são as melhores opções para quem deseja fazer desenhos mais artísticos, explorar efeitos, luz e sombra e outras possibilidades.

Características das lapiseiras

Já as lapiseiras são classificadas pela espessura do grafite. Elas podem ser muito finas, como as de diâmetro 0,3 mm, ou mais grossas, como o grafite de um lápis.

A lapiseira é a melhor ferramenta para quem deseja um traço mais fino, preciso e limpo. Para o desenho técnico, por exemplo, são perfeitas. No desenho artístico elas também têm o seu lugar, para reproduzir a textura de cabelos e de pelos, por exemplo.

Os grafites para lapiseiras mais comuns disponíveis no mercado são, do mais fino para o mais grosso:

0.2 mm < 0.3 mm < 0.5 mm < 0.7 mm < 0.9 mm

Hoje em dia, além dos grafites tradicionais, existem os grafites coloridos (que não são realmente feitos de grafite, mas conservam o nome). Existem também alguns modelos de lapiseiras chamadas de “porta minas”. Elas usam grafites bem mais grossos, que até se aproximam dos lápis.

E então: lápis ou lapiseira?

Se você leu este post até aqui, já deve ter percebido que não há uma única resposta a essa pergunta, correto? A escolha de usar um lápis ou uma lapiseira vai depender de alguns fatores.

O tipo de trabalho é um deles. Se você está fazendo um estudo do teto da Capela Sistina e precisa reproduzir os detalhes, então provavelmente precisará usar lápis — e vários deles! Mas se o seu trabalho é um desenho técnico, talvez a limpeza da lapiseira seja melhor para você.

Outros aspectos determinantes são o efeito que você está buscando para o seu trabalho e o seu próprio estilo. Por mais que um ou outro material seja recomendado para este ou aquele trabalho, a palavra final deve sempre ser do artista.

Experimente, teste diferentes materiais e veja quais resultados você obtém. A partir daí, vai começar a saber melhor qual usar em cada situação.

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