Como surgiu o sistema métrico decimal?

A necessidade de fazer medições sempre fez parte da história da humanidade e da origem das civilizações. Contudo, como cada região possuía seu próprio sistema arbitrário de medidas, que geralmente se baseava em partes do corpo humano, como palmo, polegada, pé e jarda, as medições eram imprecisas e variavam muito. 

Durante décadas, os comerciantes foram os mais prejudicados com a falta de padrão das medidas, afinal, os diversos sistemas diferentes causavam problemas na hora de comparar tamanhos, pesos e comprimentos.

Para acabar de vez com os sistemas arbitrários e pouco confiáveis de medição, foi criado o sistema métrico decimal. Mas você sabe como ele surgiu? Acompanhe o post de hoje para conhecer a origem deste sistema unificado de medidas.

O sistema métrico decimal

O sistema métrico decimal, como o nome já diz, é um sistema internacional de medição, que reúne códigos que designam medidas de maneira mais simples e fácil de identificar em qualquer parte do mundo.

Adotado oficialmente pela maioria dos países, com exceção de nações como Estados Unidos e Inglaterra, o sistema métrico decimal permite a mensuração padronizada de unidades como comprimento, volume, distância, altura, peso, etc. 

A unidade principal é o metro, simbolizado pela letra m, e que dá nome ao sistema. Originada do termo grego métron, a palavra metro significa “o que mede”.

Como o sistema métrico surgiu?

A criação do sistema métrico decimal foi uma proposta da França, por volta de 1790, em plena época de Revolução Francesa (1789-1799).  

A ideia surgiu como tentativa do governo francês de unificar as medidas, para acabar com as dificuldades do comércio e da indústria.

Então, em 1795, os cientistas Delambre e Méchain definiram o metro como uma unidade de comprimento correspondente à décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre (linha imaginária que corta o globo de maneira vertical). Isto é, para chegar à unidade do metro, os cientistas dividiram o comprimento do meridiano por 40.000.000.

Contudo, Delambre e Méchain cometeram um erro durante os cálculos sobre o meridiano da terra. Dessa forma, uma nova comissão de cientistas foi convocada pelo governo francês para reconsiderar o sistema métrico. 

Em 1889 foi solicitado à Academia de Ciência que desenvolvesse um sistema de medição baseado em uma constante “neutra” e não arbitrária, ou seja, uma forma de mensuração que fosse justa para todos. Nesta nova reunião foi construída uma barra de platina e irídio, com duas marcas que estabeleceram o novo comprimento do metro. 

As medidas iniciais a fazerem parte do sistema métrico decimal foram o metro, o litro e o quilograma.

Com o passar dos anos e o desenvolvimento da ciência, novas propostas para redefinição do metro foram surgindo. Até que, em 1983 foi estabelecida a última medida de metro, determinada a partir da velocidade com que a luz se propaga no vácuo. 

Em vigor até hoje, essa unidade trata do comprimento do trajeto feito pela luz no vácuo, no tempo de 1/299 792 458 de segundo.

Conversão de medidas

De acordo com o Sistema Internacional de Unidades (SI), conjunto de unidades de medida oficiais, estabelecido em 1960, o metro é tido como a principal unidade para a medida de comprimento. 

Portanto, a partir do metro existem seus múltiplos — quilômetro (km), hectômetro (hm) e decâmetro (dam) — e submúltiplos — decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm). 

Na tabela de conversão de medidas, o metro fica localizado no centro, enquanto seus submúltiplos ficam à direita, e os múltiplos à esquerda. Portanto, para realizar a conversão das medidas, basta multiplicar por 10 à medida que os valores seguem para a direita, e dividir por 10 à medida em que vão para a esquerda.

Conforme mostra a tabela abaixo:
tabela de medida

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