15 fotógrafos para não perder de vista

Identificar o momento certo para captar a foto perfeita requer prática ou sorte. Muitos conhecem o resultado final, mas poucos procuram saber quem esteve por trás das câmeras. Com tantas fotografias espalhadas todas as sugestões para direcionar o olhar são bem vindas.

Se você é um aspirante ou se interessa pelo tema, vale a pena conferir essa lista que mescla desde fotógrafos que exerceram grande influência até nomes menos conhecidos, mas igualmente talentosos.

1 – Vivian Maier

Atualmente Vivian Maier é reconhecida como uma das vanguardistas em fotografia de rua, mas ela só alcançou esse sucesso após a morte. Seu legado demonstra o talento de uma mulher que estava a frente de sua época. Na década de quarenta ela já capturava as paisagens urbanas de New York aplicando técnicas como o contra-plongée (contra-mergulho) e bokeh, na qual o fundo da foto fica desfocado para dar mais evidência ao objeto ou pessoa. 

vivan maier

2 – Walker Evans

As fotografias de Walker Evans dificilmente seriam reconhecidas a primeira vista como uma obra de arte, pois ele não usava técnicas rebuscadas, efeitos ou luzes artificiais. Sua visão era objetiva e extremamente atenta ao pormenor, para os demais ele parecia captar imagens aparentemente insignificantes. Evans foi uma das primeiras pessoas a compreender a importância de se registrar a simplicidade dos temas contemporâneos, sendo considerado posteriormente o pai do fotojornalismo. 

walker evans

3 – Nick Ut

Por falar em fotojornalismo, você já deve ter visto a imagem que se tornou símbolo do horror vivido durante a Guerra do Vietnã. No dia 8 de junho de 1972, após um ataque de napalm, Kim Phuc corria e gritava em pânico para tentar fugir de sua aldeia. É impossível não compadecer do desespero da menina, que na época tinha apenas 9 anos de idade. Nick Ut colocou sua vida em risco permanecendo por trás da câmera, mas o ataque precisava ser registrado, graças a imagem impactante ele recebeu o prêmio Pulitzer. 

Nick Ut

4 – Franz Anton Stapf

O holocausto tem um número oficial de 5,1 milhões de vítimas registradas, mas estima-se que o número tenha sido ainda maior, pois muitos registros foram perdidos durante a guerra. Monumentos foram erguidos em homenagem a aqueles que não puderam ser identificados, em quase todos é possível achar o nome Franz Anton Stapf. Porém ele não era judeu, mas sim um fotógrafo simpatizante de Hitler, que lutou ao lado do exército alemão. Suas imagens registraram os horrores dos campos de concentração e a ocupação antissemita na Holanda.

Franz Anton Stapf

5 – Shirin Neshat

O oriente sempre parece misterioso para os ocidentais, afinal temos culturas bem diferentes. Lá os costumes religiosos são tão respeitados que se tornaram parte da legislação que regem alguns países, dificultando que qualquer estrangeiro tente registrar imagens. Shirin é uma fotógrafa iraniana, que busca evidenciar por meio de personagens anônimos os contrastes entre o Islã e o ocidente no seu país. Por segurança ela trabalha escondida denunciando as diferenças de tratamento entre gêneros na vida pública e privada.

Shirin Neshat

6 – Victor Dragonetti

Ao contrário do trabalho de Shirin, Victor Dragonetti focou seu trabalho no que é atípico para nós brasileiros: ataques com bombas, fogo e balas de borracha. Ele foi um dos principais fotógrafos a registrar a violência que ocorria entre policiais e manifestantes durante as manifestações de 2013. O trabalho lhe rendeu o prêmio de melhor fotografia do ano, mas colocou seu olhar em risco.

Victor Dragonetti

7 – Janne Parviainen

O light painting é uma técnica feita a partir de luzes que desenham formas durante a longa exposição. Alguns fotógrafos aprendem a aplicá-la outros, como Parviainen a descobrem quase sem querer. Ele relata que só conheceu o efeito quando derrubou acidentalmente a câmera do tripé em 2007. Maravilhado com o resultado começou a trabalhar em fotografias nas quais combina planos de fundos urbanos e naturais a espectros de luz obscuros que lembram assombrações.

Janne Parviainen

8 – Patrick Demarchelier

Quando se trata de novas coleções de moda, é preciso escolher com todo o cuidado quais imagens serão usadas na divulgação. O fotógrafo francês Patrick Demarchelier é um mestre em campanhas internacionais de publicidade. Já fotografou para revistas mundialmente conhecidas no meio da moda como Vogue Glamour, Life, Newsweek, Elle e Rolling Stone. Referência em fotos preto e brancas o portfólio de Demarchelier é obrigatório para todos aqueles que querem se arriscar neste meio.

Patrick Demarchelier

9 – Philippe Halsman

Atualmente é possível editar quaisquer imagens em poucos minutos, mas em uma época em que as ferramentas para o tratamento delas não existia era preciso ter engenhosidade para criar fotografias a altura da mente de Salvador Dalí. Foram necessárias 25 tomadas e mais de cinco horas de trabalho para obter o resultado final de Dalí Atomicus. Após a revelação a imagem recebeu mais algumas edições, o contraste foi ajustado, recortes estratégicos foram feitos para esconder o que Dalí não queria que os demais vissem e até mesmo o desenho do pintor foi acrescentado ao cavalete.

 Philippe Halsman

10 – David Lachapelle

Com a criação dos programas de tratamento pode-se manipular as fotografias alterando completamente a imagem originalmente captada. No universo digital, é possível conceber algo novo, que não exista de forma alguma no mundo real dando origem a novos trabalhos. Se não fossem por esses recursos o trabalho de Lachapelle não existiria. Ele faz críticas a sociedade mesclando técnicas consagradas como o surrealismo a cores fortes e composições feitas nos programas de edição.

David Lachapelle

11 – Alex Prager

A primeira vista, as obras de Alex Prager parecem stills dos filmes clássicos da década de 1960, mas são bem recentes. Suas fotos buscam representar fragmentos de uma história sem começo ou fim. Detalhista, Prager faz questão de criar os próprios cenários, que são dignos do cinema, atores principais, figurantes, luzes e figurinos exclusivos são usados em sua composição. Após captar as imagens os acabamentos são realizados em correções digitais, as quais ajudam a alterar as cores, dando um aspecto envelhecido as fotos.

Alex Prager

12 – Stanley J Forman

Olhar o trabalho desse profissional chega a ser irônico, pois ele parecia sempre estar no lugar certo na hora certa. Forman foi o primeiro fotógrafo da história a vencer o prêmio Pulitzer duas vezes consecutivas. Em 1975, ele estava em Boston e decidiu cobrir um incêndio. Ao  chegar no local captou o momento exato em que Diana Bryant de 19 anos e sua afilhada Tiare Jones, de apenas dois anos caiam de uma escada quebrada. Em 1976 ele foi a um protesto do Movimento Negro pelos Direitos Civis no qual conseguiu a imagem que garantiria o seu bicampeonato. O fotógrafo flagrou um conservador branco usando um mastro da bandeira dos EUA para tentar agredir um ativista negro.

Stanley J Forman

13 – Said Dagdeviren

Certos efeitos parecem só terem surgido após a criação do Photoshop, sem dúvidas a dupla exposição (quando duas cenas diferentes acabam se sobrepondo) parece ser um deles. Contudo, essa é uma das técnicas fotográficas mais antigas e já foi amplamente utilizada por outros autores em câmeras analógicas. Um dos artistas contemporâneos que merece destaque pelo uso dela é Said Dagdeviren, que cria obras incríveis apenas com as suas lentes, sem a necessidade de recorrer ao programa. 

Said Dagdeviren

14 – Brassaï

Os fotógrafos memoráveis são aqueles capazes de criar grandiosidades a partir de cenários que muitas vezes passam despercebidos aos olhares dos demais. Brassaï sabia que o instante certo para o disparo deveria ser pensado antes mesmo do registro, por isso ele se comportava como um predador que aguarda a fragilidade de sua presa para atacar. Chegando a passar horas em locais na espera de que a cena idealizada em sua cabeça consolidasse naturalmente. Algumas pessoas desconfiam dessa paciência e o acusam de contratar atores para forjar uma naturalidade em suas fotografias.

Brassaï

15 – Josef Koudelka

O último fotógrafo da lista nasceu na antiga Morávia, uma região que atualmente é território da República Checa. Koudelka começou a fotografar durante a juventude quando assumiu o cargo de engenheiro aeronáutico e precisava viajar com frequência para outros países da Europa. Durante suas jornadas ele fotografou desde festas religiosas a espetáculos teatrais de vanguarda. Seu trabalho mais distinto registrou os ciganos que lá viviam na década de 1950.  

Josef Koudelka

Como você pôde observar, os fotógrafos acima foram muito além de reprodutores de registros do cotidiano, se tornando criadores de uma linguagem universal capaz de transmitir mensagens impressa sem utilizar palavras. Por meio da organização da sequência de fotos descobriu-se que era possível criar novas narrativas, dando origem ao cinema.

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